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Viena, a melhor cidade para se viver de acordo com a revista britânica The Economist

Viena, a melhor cidade para se viver de acordo com a revista britânica The Economist

No topo da lista de cidades mais habitáveis do mundo, Viena volta a ser considerada a melhor cidade para se viver. Segurança e infraestrutura são seus principais atrativos.

“Estabilidade (segurança) e boa infraestrutura são os principais atrativos da cidade para seus habitantes, apoiadas por bons cuidados de saúde e muitas oportunidades de cultura e entretenimento”, aponta o relatório.

Como moradora desta cidade só posso afirmar essa, é de fato, a realidade apresentada. Há 16 anos, deixei o Brasil e passei a viver nessa cidade exuberante, cheia de charme e que me acolheu de forma ímpar.

Viver Viena turisticamente já é uma experiência maravilhosa. Mas viver em Viena, fazer parte do cotidiano, é extraordinário. Porém, é preciso levar em conta que existem vários fatores para que possamos viver bem nesta cidade. Não achem que é como num passe de mágica, não é só arrumar as malas e chegar na melhor cidade pra se viver.

São tantos fatores envolvidos num processo de integração que antes de tomar uma decisão dessa, pare, pense e analise.

Claro que vocês devem dizer: Ah tá querida, mas você vive aí, né? Vivo, e repetiria tudo outra vez. Mas eu cheguei aqui em outras épocas, e o motivo maior foi porque casei com um austríaco, então todo processo de casamento, visto, residência, aulas de alemão, tradução, adaptação… foi cuidado com amor e com a experiência de um cidadão austríaco.

Eu cheguei aqui tendo casa para morar e uma família. E vou contar pra vocês, não é fácil não!
Mas vamos voltar a delícia de viver nesse lindo lugar chamado Viena!
A cidade é linda, um caldeirão de diversidade cultural.

Viena ferve de inverno a verão com programas culturais e muita diversão. Inclusive o Festival Cultural do Brasil que acontece no Weltmuseum Wien faz parte da lista dos programas culturais.

A paz de poder circular por Viena a qualquer hora, não tem dinheiro que pague, ainda mais quando se trata de circular usando um transporte público de qualidade. Pontualidade por aqui é fundamental, não esqueçam disso!

Sem contar que tudo que você acertar com um austríaco ele vai cumprir sem sair do trilho e vai te cobrar sem piedade. Eu particularmente amo essa forma de ter disciplina no que nos propomos a fazer e confesso que é algo que mais gosto por aqui.

Nada de abraço e beijo, afinal você não é tão íntimo assim ainda e por isso vai um aperto de mão de braço esticado, olhos nos olhos e tudo certo. Essa é a forma de você conseguir ser bem visto por aqui.

Depois de alguns anos trabalhando juntos, no meu caso 10 anos, já podemos sentar, brindar com um copo de cerveja e se despedir com um beijinho. Confiança, respeito e dignidade valem muito mais que uma conta cheia de reais. Aqui ninguém se interessa no que você tem, mas quem você é de verdade.
Venha viver Viena!

Lembramos que dia 18 de setembro no Weltmuseum vai ter uma rica programação da cultura brasileira e “euzinha” organizo o Festival juntamente com um grupo de artistas incríveis.

Do dia 19 de setembro ao dia 30 na galeria Jan Arnold no Museumsquartier, em Viena, acontecerá uma Exposição de Artes Visuais com 30 obras de artistas brasileiros.

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Ciro Fernandes, artista que tem o Nordeste no sangue e na alma​

Ciro Fernandes

Ciro Fernandes, artista que tem o Nordeste no sangue e na alma​

“Ciro Fernandes conquistou o mundo com suas xilogravuras, o artista é inspiração e referência da cultura popular”

Ele saiu do Sertão da Paraíba ainda na década de 60, ganhou São Paulo e depois criou novas raízes no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro da Lapa onde vive. Francisco Ciro Fernandes, o artista Ciro Fernandes é referência quando se fala em xilogravura, sua originalidade também está em quadros, livros, capas de disco e tantos outros trabalhos feitos nos últimos anos. Sua arte é tão ampla que o risco é esquecer de citar alguma coisa.

A cidade natal de Ciro se chama Uiraúna, fica no interior da Paraíba, o sertão seco do nordeste era sua rotina, convivia com os artesãos e o folclore popular o tempo todo, era vizinho de renderas, amoladores de facas e tinha os canaviais como quintal, já que morava num sítio. Quando saiu do estado como fazia muitas pessoas para ganhar a vida, nunca abriu mão dessa cultura, na juventude chegou a ganhar dinheiro em outros trabalhos, mas foi como artista que marcou e vem marcando épocas.

Sua trajetória de vida no Rio de Janeiro encontrou com a Feira de São Cristovão, se sentiu literalmente em casa e começou a fazer capas nos livros de cordel para os poetas conterrâneos, antes as poesias eram ilustradas com fotografias e com simplicidade de Ciro, que nunca cobrou a arte, o cordel ganhou ainda mais a raiz nordestina e ele o prazer de contribuir.

“Ciro faz incisões na alma nordestina, um universo próprio de autencidade e marcada pela originalidade. Ciro aprendeu amar o trabalho artesanal. Sua arte devota até hoje um profundo respeito pelo artesanato anônimo do sertanejo comum”, disse o jornalista José Neumanne Pinto durante uma matéria que retratou o histórico do artista. Ele acrescenta ainda que foi com o Mestre Zé Altino, de João Pessoa, que Ciro revisitou os segredos da xilogravura, que no nordeste é feita de casca de cajá e umburana.

Grandes jornais como O Globo e Jornal do Brasil já receberam as ilustrações de Ciro Fernandes, seus trabalhos passaram por várias agências de publicidade, ilustrou capas de livros de renome como Raquel de Queiroz, deixou sua contribuição em livros infantis, tem uma rua com seu nome, ama escrever poesias e agora se entrega a mais nova paixão: luthier.

O artista se reiventa e vem deixando sua marca, participou de inúmeras exposições de arte no Brasil e no Mundo. Entre tantos feitos em 2009, ganhou o Prêmio Machado de Assis da ABL, Academia Brasileira de Letras, no ano de 2015 teve uma reportagem de capa da revista O Globo, em 2017 participou do documentário da TV Art, Invenções da Alma e em 2018 fez o retorno pra casa, um Monumento na Catedral dos Pássaros, na praça central do Uiraúna, cidade onde nasceu.

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6 meses de cultura brasileira durante festival na Áustria

6 meses de cultura brasileira durante festival na Áustria

“O Festival Cultural do Brasil vai levar uma programação virtual que une artistas dos Brasil inteiro e de outras partes do mundo”

A arte cura! Em tempos de pandemia vividos pelo mundo inteiro, nunca foi tão necessário acalentar a alma com música, peças de arte, composições e tantas outras manifestações culturais que nos deixam vivas. A 9° edição do Festival Cultural do Brasil em Viena, com o tema “Os Brasis”, começou no dia 6 de junho e segue até o dia 30 de novembro, são mostras de arte que retratam a nossa cultura, para quem vive na Europa, uma espécie de ponto de memória do Brasil, mas para os artistas daqui, um excelente momento de integração.

Cenário
Cenário
Vanessa Noronha Tölle
Vanessa Noronha Tölle , Presidente PAPAGAIO
Dra. Claudia Augustat – Weltmuseum Wien
Dra. Claudia Augustat – Weltmuseum Wien
Sala Virtual com artistas da Mostra de Artes Visuais
Sala Virtual com artistas da Mostra de Artes Visuais
Sala Virtual com artistas da Mostra de Artes Visuais
Sala Virtual com artistas da Mostra de Artes Visuais
Michael Tölle, Vice Presidente PAPAGAIO
Apresentação Musical - Rogério Rochlitz e Grupo
Apresentação Musical - Rogério Rochlitz e Grupo

“São cerca de 200 pessoas que vão desde artistas, autores, poetas, chefes de cozinha, músicos, dançarinos e artistas plástico. Todos os pilares da nossa cultura vão fazer parte. De junho até novembro, fora as pessoas que estão nos dão apoio em vídeo e lives. Mesmo sendo digital acabou agregando mais pessoas para participarem e divulgarem a cultura no Brasil”, explica a curadora e organizadora do evento Vanessa Noronha Tôlle.

A ideia do festival é cada mês apresentar uma mostra diferente, integrando exposições e rodas de conversas, agora de forma virtual. Na abertura, no dia 6, foi lançado o Vernisagem da Mostra Virtual de Artes Visuais, um espaço criado em 3D assinado pelo projetista Ronaldo Sobrinho. Esse espaço traz obras de artes de 42 artistas brasileiros e 30 fotos do fotógrafo Austríaco, Mário Baldi. Foi dentro da sala de um aplicativo que os artistas se uniram para brindar o lançamento e homenagear, o artista Ciro Fernandes, que trabalha com xilogravura e grande incentivador da cultura nordestina no Brasil e fora dele.

Programação do festival

“Cada mês a gente vai apresentar uma mostra diferente, cada mês vem com uma proposta diferente, e através das lives continuaremos divulgando as mostras, assim não vai perder seu brilho. Mesmo acontecendo outras, vamos chamando o público para interagir com todas. A programação principal está pronta, mas teremos muitas atividades extras voltadas para a cultura brasileira e aos poucos vamos fazendo a divulgação”, explica Vanessa.

Em meio a pandemia, essa foi a forma encontrada para não deixar de fazer o tradicional Festival cultural do Brasil em Viena. “Foi um bálsamo na mente de todos neste ano tão complicado, que fomos colocados neste processo de forma brutal.  Através da arte recebemos o refrigério. Organizar o festival, crescer a rede social, que começou com 700 pessoas e hoje são quase cinco mil seguidores. Não é um festival de celebração, mas mostra que nossa cultura é o foco principal no momento. O festival chega nesse momento, visando ‘OS BRASIS” porque precisamos do belo e do bom.  Entender a nossa alma, nosso povo e nossa cultura brasileira, sem deixar o principal ponto que a humanidade está querendo: respeito”, finalizou Vanessa.

Acompanhe o Festival pelo YouTube:

Saiba mais sobre a programação clicando AQUI

Conheça os Artistas e obras da MOstra Virtual de Artes Visuais, clique AQUI

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Mostra Lugar de Mulher é no Cinema

Mostra Lugar de Mulher é no Cinema

Curadoria da Mostra no Festival Cultural do Brasil: Johsi Varjão
Atriz, produtora, professora de atuação e preparadora de elenco. Protagonizou os curtas “Muros” e “Sandrine” em que recebeu os prêmios de Melhor Atriz no Festcineamazônia 2015 e na Mostra SESC 2016. Interpretou Oxum em “The Summer of Gods” (EUA/Brasil), exibido em Cannes.
É codiretora e coprodutora na Segredo Filmes e faz parte da equipe da Mostra Lugar de Mulher é no Cinema desde a primeira edição.
Johsi Varjão
Johsi Varjão

A Mostra é uma parceria da Segredo Filmes com a Olho de Vidro Produções.

A Mostra Lugar de Mulher É no Cinema nasceu no final de 2016 a partir de um desejo de reunir o maior número possível de mulheres do audio visual de Salvador, Bahia, para debater e apontar demandas específicas de gênero do setor.

Nesse mesmo ano, a Comissão de Gênero, Raça e Diversidade da ANCINE revelou que 75,4% dos filmes lançados no Brasil em 2016 foram dirigidos por homens brancos. Esta constatação levou à formulação de um sistema de adoção de cotas de gênero e raça na seleção dos projetos, que determina que, ao menos 35% dos valores dos projetos selecionados devem ser – a partir de então – dirigidos por mulheres, transexuais/travestis e 10% reservados às diretoras negras e indígenas do País.

‍A Mostra nasce neste cenário e é fruto de movimento político-cultural de profissionais do audiovisual nacional. Foi idealizada pelas cineastas e produtoras Hilda Lopes Pontes, Lilih Curi e Moara Rocha e vem sendo desenvolvida por um coletivo de mulheres baianas e/ou residentes no Estado da Bahia.

Nas suas primeiras três edições exibiu um total de 290 curtas-metragens, realizados por cineastas mulheres e pessoas não binárias de pelo menos 12 Estados brasileiros. O número total de curtas-metragens inscritos saltou mais de 40% em três anos. Em 2019, a Mostra recebeu um total de 653 filmes inscritos. Deste total, 156 foram exibidos após seleção feita por uma equipe curadora de mulheres engajadas do ponto de vista sócio-político feminista, que seleciona obras com temáticas e gêneros cinematográficos múltiplos.

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2021: “Brasis” é representado em xilogravura no Festival Cultural, em Viena

2021: “Brasis” é representado em xilogravura no Festival Cultural, em Viena

A 9°edição do Festival de Cultura do Brasil, em Viena, acontece de junho a novembro de 2021, tudo será transmitido de forma online

Não é só samba, caipirinha e futebol que existe no Brasil, de uma maneira resumida a mídia e os próprios estrangeiros, acabam passando esse traço do país. Só que há nove edições, o Festival de Cultura do Brasil, em Viena, remonta um cardápio diverso e mostra o que o Brasileiro tem de melhor. Neste ano, a diversidade cultural vai ser apresentada de forma digital, respeitando todas as limitações da pandemia da Covid 19, as apresentações começam no mês de junho e seguem até novembro. Serão seis meses de exposições. A expectativa é que da forma online, pessoas que nunca tiveram acesso ao evento, vão ter a oportunidade de conhecer mais a cultura brasileira.

Para que toda essa magia aconteça o Festival conta com Embaixadores Culturais que serão os responsáveis para trazerem para a programação, o melhor de cada estado brasileiro que eles representam. O passeio vai desde os destinos turísticos mais cobiçados, a boa gastronomia, literatura, dança, música, artesanato, manifestações culturais e tudo que o Brasil tem de bom. Quem conhece o Brasil é o brasileiro, mostrar esse pertencimento que cada pessoa tem do lugar que vive, faz a exposição ter mais força e originalidade.

“A Cultura é o oxigênio de uma sociedade, não pode existir uma sociedade sem cultura.

Neste momento de isolamento através da criatividade dos nossos artistas a cultura nos traz o sentido de segurança, de dignidade, de pertencimento”, explica a organizadora do festival Vanessa Noronha Tolle.

A união sempre foi o detalhe que move o evento, tudo começou em 2013, ano do primeiro Festival de Cultura Brasileira em Viena, naquela época amigos, familiares e artistas se desdobraram para mostrar no maior museu de Etnologia do Mundo, Weltmuseum Wien, a essência brasileira. Deu tão certo, que já são nove edições.

“Não tenho como citar qual foi o mais importante, pois cada vez, a gente vai superando, vão chegando pessoas incríveis que trazem ações importantes para a construção da nossa missão. Gosto de falar que sempre tem algo que me traz inspiração para construir a programação. Este ano, foi um acervo de fotografias do Weltmuseum Wien que me trouxe essa luz”, afirma Vanessa.

Ao longo dessa história do Festival de Cultura do Brasil, em Viena, as mudanças de conceitos e aberturas para novos artistas foram muitas. A arte mostra a sua força e consegue apaixonar os estrangeiros. “Como pedagoga e mulher brasileira, quando fixei residência em Viena, muito me incomodava ver o Brasil reduzido em futebol, caipirinha e samba. Me sinto responsável em mudar esse conceito reducionista. Pode parecer uma utopia, mas as pontes que já estão sendo construídas desde 2013, formam redes de diálogos, inclusive com a diáspora brasileira que muito contribui para a circulação cultural do Brasil no mundo”, finaliza Vanessa.

Homenagem

Todos os anos os eventos tem suas características próprias, uma espécie de homenagem, para que o tema central seja sempre inovador. Em 2021, o tema será “os Brasis“ feito pelo artista Ciro Fernandes, conhecido mundialmente tamanha a capacidade de se expressar. “Ciro é uma das pérolas que o Brasil tem, que o mundo conhece. É o artista apaixonado pelo que faz, ele transcende. Foi com os “Brasis” que Ciro criou a obra do Festival, com uma rosa dos ventos no centro nos direcionando aos Brasis. Em tempos de crise é preciso criar, inspirar , realizar e acreditar”, destaca Vanessa.

ciro fernandes
Xilogravura "Brasis"

Confira mais algumas obras do artista:

Conheça mais pelo site:

https://www.cirofernandes.com.br/links

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Abertas as inscrições para o Salão Virtual de Artes 2021

Abertas as inscrições para o Salão Virtual de Artes 2021

Salão Virtual de Artes
Festival Cultural do Brasil em Viena 2021
Artista Homenageado: Ciro Fernandes
Estão abertas as inscrições para o Salão Virtual de Artes da 9ª edição do Festival Cultural do Brasil em Viena que tem como tema: Os Brasis.

O objetivo da exposição é promover, incentivar e divulgar a produção de expressões artísticas relacionadas às categorias de pintura, desenho, gravura, arte digital, fotografia e colagem.
Podem participar da chamada artistas brasileiros natos ou naturalizados.

Os interessados devem se inscrever até o dia 20 de março de 2021, pelo e-mail: festivalculturaldobrasil@gmail.com

A exposição acontecerá em ambiente totalmente virtual em realidade virtual iniciando em junho até novembro com o objetivo de divulgar a produção de artistas plásticos brasileiros em meio às medidas temporárias de prevenção ao contágio pelo coronavírus.

O artista interessado, deve enviar fotografia de duas obras para serem avaliadas pela comissão organizadora, com as medidas originais da obra e a técnica utilizada, juntamente com o portfólio e número de WhatsApp.

Os artistas selecionados serão convidados a participarem do grupo de WhatsApp onde receberão as informações dos próximos passos.

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